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MORO ONDE NÃO MORA NINGUÉM
sábado, 6 de fevereiro de 2010
TRILHAS
Urgência de ser eu mesmo,
cansaço de não me achar,
as rugas fizeram mapas
de não saber procurar.
corpos de tantas miragens,
versos de pouco dizer,
será que jamais me acabo
para, de novo, nascer?
Alberto Cohen
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