quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

5,45 horas. Somos despertados pelos monitores. Café da manhã e rua. Faz-se a volta na quadra e retornamos à casa 2, que abre às 7,15h.
O prédio é o mesmo, um pavilhão dividido. A casa 2 é uma ONG. Há tanques e um varal: espaço de cobiça para quem não tem o hábito de lavar suas roupas, de modo que ou se fica de vigia ou levamo-las, para secar, em praças públicas. Que situação!
Ali também funciona um precário telecentro, e um ambiente com cadeiras, televisão e aparelho de DVD para os finais de semana e feriados, com oferecimento de um lanche, sanduíche ou cachorro-quente.
O quarto para banho e os sanitários utilizados são os mesmos tanto para a casa de convivência quanto para o albergue.
Em pouco tempo comecei a relacionar-me com os usuários e descobri um roteiro gastronômico:
domingos: café da manhã no terminal de ônibus, ao lado do Mercado Público;
3a. feira: café da manhã numa igreja na Farrapos, acho que é a São Geraldo e ao meio-dia carreteiro numa igreja na 24 de outubro;
5a. feira: almoço nos "careca" (arroz, feião, repolho e banana);
sábado: café da manhã e almoço no "Paladinos";
2a. a 6a (ou até sábado?): sopão na Getúlio.
Desse roteiro, participei dos cafés da manhã, duas vezes em cada endereço. Me ver na fila é assumir uma realidade que não aceito.

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