terça-feira, 29 de dezembro de 2009

dezembro

Há dias o quarto-de-banho feminino do Municipal está interditado. Já haviámos informado que os ralos estavam entupidos, que exalava um odor desagradável, que havia baratas.
O piso do chão quebrado é uma ameaça a pés desavisados.
À noite, tomamos banho no banheiro masculino. É pior que o nosso, não há registro para regular a temperatura da água. É banho gelado ou escalpelante, depende do chuveiro.
Pela manhã, com acesso pela casa 2, a regra é que utilizemos o banheiro dos portadores de deficiência física: um chuveiro, muito estresse.
Mal desligo a ducha, após um banho relâmpago, e a funcionária da casa não pára de bater à porta.
- Rápido!!!  Tem uma fila de 10 mulheres aguardando para o banho.
Respondi que havia pouco que eu tinha entrado e estava me secando. Ela não se conformou, voltou a bater, com mais força.
- Irritada, abri a porta e disse a ela que meu banho tinha sido rápido.
-Não tem que ser rápido, tem que ser ultra rápido! Respondeu-me.
Saí do banheiro, havia apenas uma mulher aguardando para o banho.

Indignada, não espero pela ficha do lanche, saio à rua.
Na feira da José Bonifácio o cheiro do manjericão exala, delicioso e forte.
Lembro do meu vaso, onde colhia manjericão fresco para por no molho, na salada ou para fazer um pesto... a saudade dói.

"... ela era uma rosa,
as outras eram manjericão...

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