segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Com as mãos quase no balde

Certa noite, ao chegar no Albergue Municipal, soube que 10 usuários seriam encaminhados para concorrer à vaga de serviços gerais em uma prestadora de serviços. Meu nome constava na lista. Vibrei!
Na manhã seguinte, cedérrimo, com o TRI assistencial (que contém 2 passagens)na mão, fomos à empresa tentar a sorte.
Ao preencher a ficha, diminuí o meu grau de instrução e minha função. Consegui. Eu e mais três.
Se pobre quando a esmola é demais se assusta, imagina se indigente é.
- Vocês têm que fazer o exame médico e voltar aqui até às 18h para início amanhã.
Isso já era por volta das 14h. Estávamos cansados e famintos. Não tínhamos passagem nem dinheiro para tal percurso.
Expliquei a situação e pedi para usar o telefone. Liguei para a assistente social da casa 2. Não havia mais passagem disponível, era fim de mês. Falei com uma das encarregadas sobre a possibilidade da Kombi da FASC fazer um "tour" conosco, estava na oficina.
Os guris, acostumados a andar por conta das reciclages, foram a pé.
Roteiro: Jardim Itú- Av. Brasil - Jardim Itú - Floresta.
Eu e minha colega fomos embora.
Disfarçadas de galinhas mortas pra viajar de caminhonete, à noite falamos com o gerente do albergue e conseguimos mais passagens. Fomos direto para o exame médico e depois para a empresa. Deu certo. Na manhã seguinte colocaríamos as mãos nos baldes...

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