Gastei boa parte da sola do tênis entre a Lima e Silva e a República. Decidi encarar um hotel. Preço salgado para uma pessoa falida.
Refeição: café do hotel e torrada do Bar do Beto. Cabeça a zilhão. Três dias e rua. Peregrinação.
Voltei ao hotel. Dinheiro só havia para uma diária. Pagamento antecipado. Disse que ficaria apenas um dia. Fiquei quatro. Fugi sem pagar as outras três. De novo na rua. Alguns trocados, sem documentos e sem muda de roupa... e agora?
Fui percorrendo as ruas, sem direção e sem saber o que fazer. Final de tarde, passei mal. Estava perto do HPS, entrei. Sem documento é quase missão impossível, mas acabei sendo atendida. Por volta das 19,30h fui liberada. Não sabia para onde ir. Outono, já era noite.
Como ali havia movimento, acabei me misturando entre os acompanhantes dos enfermos. Perto da meia-noite o saguão já estava com pouca gente. Fiquei sentada, com muito sono mas em vigília, esperando as horas passarem e amanhecer.
Esperando amanhecer para ir ao banheiro. O do Zaffari. O sanitário do HPS além de estar em péssimas condições de instalação e higiene, não tem chave e é misto. Também não tinha papel higiênico e em plena expansão da Gripe A não havia sabonete ou algo para higienizar as mãos.
A boa netiqueta
Há um dia

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