quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Durante o dia caminhava pela cidade em busca de comida. Ganhei, uma única vez, uma quentinha da sobra do buffet de sábado. No domingo, um pastel na Lancheria do Parque, que me valeu o dia. (meu muito obrigada ao senhor que me deu o pastel sem pestanejar, sem reclamar e de maneira discretíssima... valeu!)

Outra dia, no mesmo restaurante, esperando a quentinha prometida, não havia sobrado comida para duas. Havia uma mulher na minha frente.

Quando o chão estava sumindo dos meus pés - ou a esperança da minha barriga - ela não só dividiu a quentinha dela comigo como fez questão de que eu comesse a melhor parte. Percebeu, de cara, que eu era nova no ramo... e deu risada...

Na primeira vez que ganhei a quentinha, fiquei aturdida com algo que fez meus companheiros de fome acharem que eu era de marte:

_ Como se come sem talher?

_ Deixa de frescura, come com as mãos!

Não me dei por vencida. Entrei na Maomé e descolei colheres de plástico.

Aproveitei (não sem constragimento) os bancos amarelos da confeitaria para comer a bóia.

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